Pular para o conteúdo principal

Prof. Alexandre C. Varella


Formação e experiência profissional:

Alexandre Camera Varella é formado em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e fez mestrado (2008) e doutorado (2012) em História Social pela Universidade de São Paulo, com bolsa FAPESP. No doutorado, em 2010, pesquisou em Lima com apoio da Pontificia Universidad del Perú (PUCP) e desenvolveu estágio no Instituto de Investigaciones Antropológicas da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM).
No magistério superior desde 2012 como Professor Adjunto na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) atuando no curso de História - América Latina. Oferece disciplinas sobre a América indígena pré-hispânica, entre outras matérias.
Pesquisas de campo em Lima (2013), Sevilha (2014) e desenvolveu estágio no Instituto de Investigaciones Históricas da UNAM, Cidade do México (2015). É docente efetivo do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar de Estudos Latino-Americanos (IELA-UNILA).

Pesquisa:

Dedica-se à investigação em história cultural e das ideias com enfoque no México e Peru coloniais, séculos XVI e XVII. Estudos em etnohistória dos Andes Centrais e Mesoamérica e análise historiográfica de tratados do Novo Mundo produzidos entre os séculos XVI e XVIII.

Publicações recentes:

A dietética no novo mundo. Alimentos para a natureza e o governo dos corpos de índios e espanhóis, entre os séculos XVI e XVII. In: Cardona & Pedraza (comp.). Al otro lado del cuerpo. Estudios biopolíticos en América Latina. Bogotá: Universidad de los Andes; Universidad de Medellín, 2014, p. 23-52.
Disponível em:
https://www.academia.edu/15334238/Varella_Alexandre_C._A_diet%C3%A9tica_no_novo_mundo._Alimentos_para_a_natureza_e_o_governo_dos_corpos_de_%C3%ADndios_e_espanh%C3%B3is_entre_os_s%C3%A9culos_XVI_e_XVII

A queda do homem civil: os antigos mexicanos e peruanos na History of America de William Robertson. História Unisinos, São Leopoldo, vol. 18, n. 2, 2014, p. 248-259.
Disponível em: http://revistas.unisinos.br/index.php/historia/article/view/htu.2014.182.04/4204

A embriaguez na conquista da América: medicina, idolatria e vício no México e Peru, séculos XVI e XVII. São Paulo: Alameda; Fapesp, 2013, 460 p.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

"Progresso Americano" (1872), de John Gast.

Progresso Americano (1872), de John Gast, é uma alegoria do “Destino Manifesto”. A obra representa bem o papel que parte da sociedade norte-americana acredita ter no mundo, o de levar a “democracia” e o “progresso” para outros povos, o que foi e ainda é usado para justificar interferências e invasões dos Estados Unidos em outros países. Na pintura, existe um contraste entre “luz” e “sombra”. A “luz” é representada por elementos como o telégrafo, a navegação, o trem, o comércio, a agricultura e a propriedade privada (como indica a pequena cerca em torno da plantação, no canto inferior direito). A “sombra”, por sua vez, é relacionada aos indígenas e animais selvagens. O quadro “se movimenta” da direita para a esquerda do observador, uma clara referência à “Marcha para o Oeste” que marcou os Estados Unidos no século XIX. Prof. Paulo Renato da Silva. Professores em greve!

Entre Maria e Marianne: A figura feminina como símbolo da República Brasileira.

Nos textos anteriores sobre a formação do imaginário republicano no Brasil, observamos a transformação de um homem em herói nacional e a importância dos símbolos nacionais.Analisaremos a tentativa dos republicanos em implantar a figura feminina no imaginário popular brasileiro.

"A aceitação do símbolo na França e sua rejeição no Brasil permitem, mediante a comparação por contraste, esclarecer aspectos das duas sociedades e das duas repúblicas." (CARVALHO, José Murilo de. A Formação das Almas – O Imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p.14).

A figura feminina já era utilizada na França desde a Revolução Francesa. Antes, a monarquia era representada pela figura masculina do Rei, porém com a proclamação da República essa figura tinha que ser substituída por um novo símbolo, assim começou-se a adotar a imagem da mulher.

Na Roma Antiga a figura feminina já era um símbolo de liberdade. Com o avanço da Revolução Francesa, os franceses começaram a …

Sujismundo ou como a ditadura nos olhava: o autoritarismo e a associação entre povo, sujeira e doenças

Retomamos as postagens do Blog de História da UNILA em 2018 com post do prof. Paulo Renato, a respeito de campanha de higiene da Ditadura Militar brasileira dos anos 1970, que muito nos revela acerca das visões daquele regime sobre o povo. Boa leitura!
Em tempos de intervenção militar no Rio de Janeiro e de pré-campanha eleitoral na qual candidatos e eleitores expressam o seu saudosismo pelos tempos da ditadura no Brasil, cabe lembrar que a visão autoritária dos militares sobre o povo brasileiro se manifestava inclusive sobre práticas simples do cotidiano. Conforme destacam Maria Hermínia Tavares de Almeida e Luiz Weis, nos “(...) regimes de força, os limites entre as dimensões pública e privada são mais imprecisos e movediços do que nas democracias” (ALMEIDA; WEIS, 1998, p. 327). Um exemplo dessa visão autoritária pode ser vista em Sujismundo, personagem patrocinado pela ditadura na década de 1970. Sujismundo foi para as telas da televisão e até mesmo dos cinemas para “educar” o pov…