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EDUCAÇÃO E RESISTÊNCIA: ENFRENTANDO O NEGACIONISMO NO ENSINO DE HISTÓRIA

   Fonte: Desinformação se espalhando rapidamente por meios digitais. Créditos da imagem: skypicsstudio/Adobe Stock. Reprodução: UNESCO. Disponível em: https://school-education.ec.europa.eu/en/discover/news/role-history-education-countering-disinformation-and-encouraging-civic-engagement      O ensino de História no Brasil enfrenta hoje um desafio que vai além de despertar o interesse dos estudantes. Em tempos de redes sociais, circulação rápida de desinformação e ataques às ciências humanas, o professor precisa reafirmar a legitimidade da História como ciência. O negacionismo aparece quando fatos historicamente comprovados, como ditaduras, racismo estrutural ou o Holocausto, passam a ser tratados como simples “opiniões” ou versões equivalentes.      Nesse cenário, a missão do professor de História se torna mais difícil. Além de ensinar conteúdos, ele precisa explicar que o conhecimento histórico não se baseia em achismos, mas em fontes, métodos,...
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La independencia y el indígena, de Branislava Susnik: considerações sobre o trabalho dos intelectuais durante a ditadura do general Alfredo Stroessner (1954-1989) no Paraguai.

Branislava Susnik. Fonte da imagem: Alcalá, 18 ago. 2019. Em 8 de maio, foi realizada a primeira reunião do Grupo de Estudos sobre Paraguai, composto por docentes e estudantes da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). O primeiro texto debatido foi La independencia y el indígena , de Branislava Susnik (1920-1996). O livro foi publicado em 2011 pela editora Intercontinental, como parte da Coleção Independência Nacional. Naquele ano, o Paraguai comemorou o bicentenário de sua independência. O texto de 2011 é uma versão resumida de El rol de los indígenas en la formación y en la vivencia del Paraguay , publicado originalmente em dois volumes em 1982 e 1983. A versão publicada pela Intercontinental concentra-se nos impactos da colonização sobre os povos indígenas que habitavam o atual território paraguaio. Neste texto, nosso objetivo é pensar a obra em seu contexto original de publicação, o início da década de 19...

A Mecanização da Vida e o Mal-Estar do Desenvolvimento em São Paulo Sociedade Anônima

Fonte: BCC , [1965]. In : Banco de Conteúdos Culturais (BCC) . Disponível em: http://www.bcc.org.br/fotos/galeria/017652 . Acesso em: 8 jun. 2026. Em 1965, o Brasil ganhava uma de suas obras mais ricas e influentes da história do cinema nacional. Dirigido e escrito por Luís Sérgio Person, São Paulo Sociedade Anônima expõe a realidade vivida por inúmeros trabalhadores em meio ao processo de industrialização, que até hoje sujeita operários a condições precárias em fábricas não só no Brasil, mas em toda a América Latina. Inicialmente, somos introduzidos ao protagonista Carlos em um momento conturbado de sua vida em meio à "selva de concreto" da crescente capital paulista. O filme intercala presente e passado a fim de mergulhar na vida pessoal do personagem e das mulheres que o cercam, ao mesmo tempo em que retrata a rápida e intensa industrialização paulista, especialmente a automobilística, que explodiu na Grande São Paulo no final da década de 1950. Até o fim da primeira met...

Integralismo: A Ação Integralista Brasileira

  O Blog de História da UNILA apresenta, nesta semana o material didático produzido por Gabo Das Chagas Gaona e Laura Beatris dos Santos Silverio, que tem por objetivo a utilização do documento por professores em sala de aula, para introdução a temática do Integralismo, principalmente no que diz respeito ao movimento AIB. Além disso, o material propõe atividades para trabalhar a análise de fonte com os estudantes, como forma de avaliação na intenção de produzir atividades que fujam de propostas mais tradicionais. Integralismo: A Ação Integralista Brasileira (versão somente em PT) Material elaborado por: Gabo das Chagas Gaona -  História Licenciatura, UNILA e Laura Beatris dos Santos Silverio    - História Licenciatura, UNILA . Clique aqui para acessar o material!  (Português) Se você tem cartilhas, cadernos, sequências didáticas, planos de aula, guias de campo ou materiais universitários que ainda não ganharam circulação pública, envie para o Blog de História d...

O VOTO FEMININO NAS PÁGINAS DO JORNAL CURITIBANO O DIA (1927)

Charge “A victoria do feminismo” , de Alceu Chichôrro. A Dominação Masculina, para Pierre Bourdieu (2002), ocorreria por diferentes práticas que dividem as funções do homem e da mulher no meio social, reservando a esfera pública, a soberania, espaços de poder ao homem e a esfera privada e espaços de menor prestígio às mulheres. O autor parte do pressuposto de que a sociedade, como é organizada e pensada, possui uma visão androcêntrica, tendo como ponto de referência e comparação sempre uma visão masculina.  Na visão de Bourdieu, as características de cada gênero seriam construídas buscando dividir e realçar diferenças entre os gêneros ditos enquanto opostos, fazendo ênfase a todas as visões culturalmente pertinentes a essa diferença. Essas divisões, como defende o autor, seriam inscritas socialmente nos corpos que  promoveriam uma ordem masculina e poderiam ser observadas por  meio das divisões sociais do trabalho, por exemplo, ou de rituais coletivos ou privados, que bus...