Elaboração própria (2026). Toda escola tem um jeito próprio de funcionar. Tem escola em que os estudantes circulam com mais liberdade, conversam mais com os professores e participam das decisões. Tem escola em que tudo é mais rígido, silencioso e controlado. Tem escola em que o grêmio estudantil é valorizado. Tem escola em que qualquer tentativa de organização dos alunos já é vista como problema. Nada disso acontece por acaso. É aqui que entra uma ideia importante para quem estuda educação: a cultura escolar. De modo simples, cultura escolar é o conjunto de normas, práticas, valores, rituais, símbolos e formas de comportamento que organizam a vida dentro da escola. Ela aparece no currículo, nas regras de convivência, no uniforme, nas filas, nos horários, nas punições, nas festas, nos murais, nas reuniões, nos conselhos de classe e até na maneira como professores, estudantes, direção e funcionários se tratam no cotidiano. A cult...
MONTEIRO, Diego. O sigma nas cataratas: o Integralismo em Foz do Iguaçu (1935-1955). Epígrafe , São Paulo, v. 14, n. 2, p. 338–368, 2025. A Ação Integralista Brasileira (AIB) foi bastante presente no contexto paranaense. O ano de 1935 marcou um momento de fortalecimento, visto que, de acordo com Rafael Athaides, além da capital do estado, Curitiba, mais regiões iniciaram a instalação e subsequente consolidação de seus próprios núcleos, sendo elas: o Litoral, o Sul, o Centro, o Norte e o extremo Oeste paranaenses (ATHAIDES, 2011, p. 16). O Oeste paranaense era considerado pelos integralistas da província paranaense como um lugar selvagem e isolado, porém de grande importância para que o movimento se tornasse presente desde o Oceano Atlântico até a fronteira do estado com Argentina e Paraguai (ATHAIDES, 2012, p. 129-130). A ideia de um extremo-oeste “remoto” e “vazio” não era exclusiva aos integralistas, pois, segundo Liliane da Costa Freitag (2007), o Estado brasileiro também consi...