Fonte: Biblioteca Nacional del Perú - Recortes dos jornais Crisol e Acción (década de 1930). Camisas negras em ordem, saudação própria e organização de um partido-milícia. Essa cena, nos anos 1930, não se restringiu à Itália de Benito Mussolini. Na colagem acima, figuram registros das mobilizações peruanas do fascismo, que, pelas ruas de Lima, Cusco, Arequipa e outras diversas cidades, promoveram valores autoritários e violentos. Seja na estética, seja no corpo doutrinário, o ideário fascista circulou entre a Europa e a América Latina no período entreguerras (Pinto, 2021). A partir de referências transnacionais, o fascismo articulou-se localmente, promovendo a busca pelo renascimento da sociedade, da política e da economia (Griffin, 2013). Nessa época, tal pensamento foi adotado por diversos setores da nação peruana (López Soria, 2022). É, portanto, sobre esses agentes e suas ideias que nos propomos a compreender, especialmente suas concepções sobre o corporativismo fascista. Por u...
Imagens retiradas do Portal Adoro Cinema. Essa postagem origina-se de uma pesquisa, em nível de doutorado, que encontra-se em andamento. A hipótese que norteia a pesquisa é a validação da existência de um projeto estético e político no interior da linguagem cinematográfica do cineasta Cláudio Assis. Para o processo de investigação partimos, primeiramente, como fonte os filmes Amarelo Manga (2003), Baixio das Bestas (2006) e Febre do Rato (2011). Os três títulos têm como diretor o cineasta Cláudio Assis. Não há uma linearidade narrativa nestas produções, mas há a presença de escolhas estéticas e políticas que sinalizam para a existência de um projeto estético e político no interior desta linguagem cinematográfica. Como base na problemática principal, a pesquisa até então desenvolvida buscou traçar ao leitor o problema da autoria cinematográfica, que se apresenta como necessária para podermos situar Cláudio Assis como autor e dar-lhe a outorga de estabelecer um projeto cinematográfico em...