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Mostrando postagens com o rótulo PORTUGUÊS

O Carnaval: proposta de material didático

O Carnaval acabou mas o Blog de História da UNILA apresenta, nesta semana, um pequeno histórico dessa festa popular através de um material didático elaborado por Giovana Vitória Silva Melo. O blog  vem fortalecendo a circulação de materiais didáticos produzidos por estudantes, docentes e coletivos.  Neste material, será apresentado a história do Carnaval juntamente com suas ressignificações e mudanças em determinados grupos ao longo do tempo, registrando a transformação do evento para a cultura popular. O Carnaval  (versão apenas em PT) Material elaborado por: Giovana Vitória Silva Melo (Universidade Estadual de Londrina - UEL) Idade Média; Cultura; Expressões culturais; História do Carnaval; Cultura popular. Clique aqui para acessar o material  ( Português) Se você tem cartilhas, cadernos, sequências didáticas, planos de aula, guias de campo ou materiais universitários que ainda não ganharam circulação pública, envie para o Blog de História da UNILA. Queremos ajuda...

Alimentação e Regionalidade: proposta de materiais didáticos

 O Blog de História da UNILA vem fortalecendo a circulação de materiais didáticos produzidos por estudantes, docentes e coletivos da região trinacional. Nesta edição, apresentamos duas cartilhas recentes que dialogam com integração latino-americana, direitos sociais e valorização de saberes locais, abordando temas como a segurança alimentar estudantil e outra às ruralidades, movimentos sociais e tradições na Tríplice Fronteira. Além de divulgá-las, queremos abrir espaço permanente para reunir e compartilhar produções pedagógicas que, muitas vezes, ficam restritas às salas de aula ou aos projetos de extensão. Nessa primeira publicação, temos dois materiais: Propostas para a Segurança Alimentar Estudantil na América Latina — Projeto “Mostra de Culturas Alimentares para a Segurança Alimentar e o Bem-estar Estudantil” (em versão PT e ES) Material elaborado por: Joselaine Raquel da Silva Pereira; Jaime Alexander Alarcón Cespedes Segurança alimentar; permanência estudantil; papel dos r...

Sem nome! Porque algo sem nome não tem um dono

As linhas a seguir foram tecidas em prol de um trabalho acadêmico para a disciplina Eurocentrismo e Colonialidade, ministrada pelo o professor Gerson Ledezma no segundo semestre do ano de 2016, na Universidade Federal da Integração Latino-Americana. Trabalho esse que visava quebrar de certo modo os moldes engessados do mundo universitário, pois os estudantes poderiam optar em desenvolver artigos, ensaios possibilitando até manifestações artísticas, como no meu caso que de modo sintético, optei em me expressar por um viés poético a partir dos conteúdos debatidos em sala e reflexões que a disciplina me permitiu. Sem nome! Porque algo sem nome não tem um dono. Atualmente o capitalismo está apático, Depois da colonização Europeus e seu sistema hierárquico. Colonialidade do ser e do saber Tudo farinha do mesmo saco. Sob as entranhas da ganância, Banhada a ouro e temperada de arrogância. Atacaram a Síria responderam com terror na França. Em 1998 ergueram do mundo a...

O passado e a história

Marc Bloch já advertira, em Apologia da História, ou, O Ofício do Historiador , que os historiadores não estudam o passado. Estudam, sim, os homens “no tempo”. No entanto, o passado, enquanto objeto e constante presença, compõe parte importante das preocupações dos historiadores. Pensar sobre o que é passado tem feito historiadores e teóricos da história observarem que convivemos com diferentes “passados”, ou diferentes visões sobre os mesmos. No romance inglês The Go-between , de L. P. Hartley, publicado em 1953, há uma frase que se tornou emblemática de uma forma específica de enxergar o passado: “O passado é um país estrangeiro; eles fazem as coisas de forma diferente lá” (“The past is a foreign country; they do things differently there”). Nessa visão, o passado é estranho , é diferente do nosso presente, e esse gesto de marcar uma diferença entre nós (hoje) e eles (ontem) seria inaugural do pensamento histórico. Separamos uma parte da realidade, a denominamos passado , e nos ded...

A preservação de arquivos digitais

Comentamos, no post “A formação e preservação de arquivos e a escrita da história”, projeto de lei no Brasil que prevê a destruição de documentos após sua digitalização. A proposta sugere noção de segurança a respeito dos arquivos digitais que, no entanto, ainda está longe de ser realidade. O registro em forma digital não possui, por ora, a garantia de longevidade que poderíamos esperar. Incêndios, roubos, deterioração, podem destruir papéis e documentos físicos; mas outros tipos de perigo cercam os documentos digitais, e sua preservação para o futuro permanece questão complexa para arquivistas e historiadores. Os arquivos digitalizados e os arquivos já “nascidos” digitais, como e-mails, vêm colocando problemas a esses especialistas quanto à sua preservação desde os anos 1980 e 1990. A fragilidade desses registros se destaca: um livro antigo pode ter uma parte danificada (algumas páginas, por exemplo), enquanto arquivos digitais, em muitos casos, quando são danificados, se perdem po...

Dos arquivos do blog: “A Universidade Latino-Americana: suas possibilidades e responsabilidades”

No contexto dos debates atuais a respeito da UNILA, retomamos uma das postagens mais lidas de nosso blog, publicada em dezembro do ano passado: "A Universidade Latino-Americana: suas possibilidades e responsabilidades", em português e espanhol. A atualidade de uma discussão com (pelo menos) mais de cinquenta anos nos surpreende e inspira. Confiram o texto em português: http://unilahistoria.blogspot.com.br/2016/12/a-universidade-latino-americana-suas.html E em espanhol: http://unilahistoria.blogspot.com.br/2016/12/la-universidad-latino-americana-sus.html A América invertida, do artista uruguaio Joaquín Torres Garcia (1874-1949), de 1943 (imagem extraída de http://semiedu2013.blogspot.com.br/2013/04/nuestro-norte-es-el-sur.html, acesso em 21 de julho de 2017) Prof. Pedro Afonso Cristovão dos Santos

A formação e preservação de arquivos e a escrita da história

Segundo Michel de Certeau, “Em história, tudo começa com o gesto de selecionar , de reunir, de, dessa forma, transformar em ‘documentos’ determinados objetos distribuídos de outra forma”. Essa tarefa consiste em “ produzir tais documentos”, “em ‘isolar’ um corpo”, formando uma “coleção” (CERTEAU, 1976, p. 30, grifos no original). Para Certeau, o primeiro ato do que chama de operação histórica , a produção do conhecimento em história, é a formação de um conjunto de fontes por parte do historiador. Certeau compreende que o historiador “produz” suas fontes porque estas não existem em si; isto é, um registro do passado, um artefato, não é por si só uma fonte para o historiador. Depende do gesto deste último, que retira os artefatos de seu circuito original, separa-os e denomina-os arquivos . Seus questionamentos farão o arquivo falar , constituindo-os com fontes para o problema que move a pesquisa do historiador. Indo além da prática de historiadores, em particular, como podemos pensa...

Utopias e distopias: histórias do futuro

Pensamos, na última postagem, na construção de narrativas sobre o passado realizadas por historiadores. Na postagem de hoje voltaremos nossa atenção para narrativas sobre o futuro: utopias (a imaginação de um futuro melhor) e distopias (o vislumbre de um futuro pior para a humanidade), presentes na literatura e em obras diversas de ficção científica, como filmes, séries e livros. O que nossas histórias sobre o futuro revelam sobre nosso presente? Como pensar essas obras enquanto documentos históricos, testemunhos de seus contextos de produção? O teórico e crítico cultural britânico Raymond Williams (1921-1988) pensou a relação entre a literatura utópica/distópica e a ficção científica no texto “Utopia e ficção científica” (publicado originalmente em 1979). Williams, teórico marxista e um dos pioneiros dos Estudos Culturais , acreditava ser possível distinguir quatro tipos básicos de ficção utópica/distópica: (a) o paraíso , no qual uma vida mais feliz é descrita como simplesment...

Historiadores, contadores de histórias: história, narrativa e o Prêmio Nobel de Literatura

Quanto do trabalho dos historiadores consiste em “contar histórias”? Isto é, qual o papel da narrativa na escrita da história? Essa questão provocou intensos debates ao longo das últimas décadas entre historiadores e teóricos da história, sobretudo pela possibilidade de aproximação entre o que faz o historiador e o que fazem romancistas e escritores em geral. Em linhas gerais, a discussão se estabeleceu, no mundo anglo-saxão, em meados do século XX, a respeito do que significa compreender um texto de história. Para alguns filósofos da história (como W. B. Gallie, Arthur Danto e Morton White), compreender uma obra de historiador seria basicamente reconhecer os traços característicos da narrativa que este constrói. Ou seja, para entendermos história teríamos de nos valer das mesmas operações de compreensão que utilizamos para compreender qualquer narrativa ou história que nos é contada, ou que lemos. Entender quem fez o quê , onde e quando , em uma sequência de eventos, cuja lógica ...

“Maestros de América Latina”

A vida e as ideias de importantes pensadores latino-americanos formam a série de documentários Maestros de América Latina , co-produção do Laboratorio de Medios Audiovisuales da Universidad Pedagógica (UNIPE), Canal Encuentro e Organização de Estados Iberoamericanos para a Cultura e Educação (OEI). A produção, exibida originalmente em 2016 pelo Canal Encuentro, selecionou oito figuras fundamentais do pensamento latino-americano: o venezuelano Simón Rodríguez (1769-1854), o argentino Domingo F. Sarmiento (1811-1888), o cubano José Martí (1853-1895), o mexicano José Vasconcelos (1882-1959), o peruano José Carlos Mariátegui (1894-1930), a chilena Gabriela Mistral (1889-1957), o uruguaio Jesualdo Sosa (1905-1982) e o brasileiro Paulo Freire (1921-1997). Os “maestros de América Latina” (imagem extraída de http://www.eligeeducar.cl/serie-maestros-america-latina , acesso em 7 de junho de 2017) Reunindo literatos, filósofos e escritores do período das Independências até o século...

O presentismo: vivemos em um “presente onipresente”?

Nosso último post discutiu as possibilidades de uma história do tempo presente. Essa discussão evoca, além dos debates mencionados no texto da última semana, um olhar sobre nosso presente. A atenção à história do tempo presente seria um indício do peso que o presente exerce hoje, em detrimento do passado e do futuro, em nossa experiência do tempo? Estaríamos vivendo uma época marcada pelo presentismo ? O presentismo , conceito trabalhado pelo historiador francês François Hartog, remete a um regime de historicidade específico de nosso momento histórico. Regimes de historicidade , por sua vez, são categorias analíticas, instrumentos que o(a) historiador(a) pode utilizar para pensar a experiência de tempo de cada época específica (como destaca Hartog, presentismo é uma hipótese, e regime de historicidade, o instrumento para examiná-la, e ambos “completam-se mutuamente”; HARTOG, 2014, p. 11). Aproximando-se das reflexões do historiador alemão Reinhardt Koselleck, Hartog delineia a pres...