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A Guerra do Paraguai/da Tríplice Aliança e a historiografia II.

Sobre a Guerra do Paraguai/da Tríplice Aliança, Francisco Doratioto destaca o seguinte:
“Explicar a Guerra do Paraguai como tendo sido resultado da ação do imperialismo inglês carece de base documental. É, antes, resultado de bandeiras das lutas políticas dos anos 60 e 70 – como o antiamericanismo e o terceiro-mundismo –, projetadas na análise do passado (...). (...). Ademais, uma questão “factual” foi esquecida pela explicação imperialista: no início da guerra em dezembro de 1864 e, ainda, no estabelecimento da Tríplice Aliança, em maio de 1865, o Império brasileiro estava de relações diplomáticas rompidas com a Inglaterra.
            O revisionismo (...) acaba (...) sendo vítima da falta de objetividade e construindo novos mitos. Destes, o maior talvez seja o de representar Solano López quase como um líder antiimperialista, arrojado e decidido na busca do desenvolvimento autônomo e da justiça social no Paraguai. Solano López foi, sim, um ditador, sem projeto econômico autônomo, mas com a aspiração de transformar o Paraguai em potência no Prata. Estava à frente de um país no qual também havia escravidão e tratava o Estado como um assunto de família, a ponto de sua companheira, a francesa Madame Lynch, ter um imenso patrimônio imobiliário, resultado da “compra” de enormes extensões de terras públicas.” (DORATIOTO, Francisco. A Guerra do Paraguai: 2ª visão. São Paulo: Brasiliense, 1991. p. 79-80).
            Para pensar: em quais pontos Doratioto se opõe a Chiavenato?
            Prof. Paulo Renato da Silva.

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