Pular para o conteúdo principal

CineDebate, Ciclo Cubano: Balanço do Debate.

Depois da Revolução de 1959, em que o povo cubano consegue, por fim, tirar do poder o corrupto ditador Fulgêncio Batista, se inicia em Cuba um período de importantes transformações em seu cenário político-social. Cuba se apresenta, após o início da revolução, como uma nação comunista e toma para si uma série de medidas para desenvolver o país. Essas significativas mudanças, no entanto, contribuíram para que o país caribenho atraísse para si um importante e poderoso inimigo, os Estados Unidos.
Vendo o progresso de Cuba e o apoio que recebia da URSS para consolidação do seu projeto socialista, os Estados Unidos assume uma postura repreensiva: além de constantes ataques dos quais a ilha foi alvo, o embargo econômico foi outra postura adotada pelo governo estadunidense. Hoje, mais de 50 anos depois, mesmo com a reprovação de importantes organizações mundiais como a ONU, o bloqueio econômico continua sobre Cuba. Tal embargo tem causado inúmeras vezes a Cuba uma série de prejuízos.
Trata-se de uma postura arrogante dos Estados Unidos, que se pergunta como um país a poucas milhas do nosso se atreve a manter uma forma diferente de governo? Cuba, por exemplo, implantou a Reforma Agrária e desalojou os norte-americanos do território.
Mesmo pagando um alto preço, com o constante apoio da população o governo de Cuba vem seguindo com seu projeto socialista. Talvez esse apoio do povo que o governo tenha se deva à ideia formada de que o exército esteja ali para o bem do país e não para o contrário. Apesar dos problemas, penso que todas as vezes que os cubanos se perguntam “Por qué? com relação à atitude norte americana, são aliviados ao lembrarem da sua história e das conquistas alcançadas pelo país desde a revolução de 1959. De lá pra cá eles muito tem que se orgulhar dos seus muitos eneros de victorias.
Francisco Leandro de Oliveira - Acadêmico de Letras da UNILA.

E não percam! O Ciclo Cubano termina neste sábado, dia 1, às 15:00 na Moradia 2 com a presença mais do que especial do professor Juan de Dios Garrido, o nosso representante de Cuba na UNILA! Contamos com a presença de todos vocês!
Prof. Paulo Renato da Silva.

Postagens mais visitadas deste blog

Após as bombas, haverá um 13? Desabafos de uma venezuelana migrante

            Hoje não tem clareza na minha sala. Deixei fora a luz de um dia ensolarado para me recolher nos cinzas de um dia de ressaca existencial. O corpo doe, o peito interrompe o ar e um zumbido de múltiplas vozes me atordoa. Y talvez nessa densa névoa, carregada de ruido e de emoções sem nome, as palavras que não enxergo aconteçam e me permitam esboçar o andaime que organize o turbilhão de sentimentos, reflexões, pulsões e memórias que me atinge após as notícias que recebi do meu país assim que acordei ontem, bem cedo pela manhã. Eram às 06h quando meu telefone ligou e começaram a chegar centenas de mensagens. No grupo da minha família paterna, as primeiras mensagens foram às 02 horas e pouco da madrugada. Nelas, transparecia a surpresa. Falavam de sons de foguetes, de trovões, de impactos de bomba, de queda de luz. Ninguém entendia nada, e eu menos. Alguns falavam em golpe de Estado, outros em atentado e, aos poucos, começaram a falar em bombard...

A perspectiva na pintura renascentista.

Outra característica da pintura renascentista é o aprimoramento da perspectiva. Vejamos como a Enciclopédia Itaú Cultural Artes Visuais se refere ao tema: “Técnica de representação do espaço tridimensional numa superfície plana, de modo que a imagem obtida se aproxime daquela que se apresenta à visão. Na história da arte, o termo é empregado de modo geral para designar os mais variados tipos de representação da profundidade espacial. Os desenvolvimentos da ótica acompanham a Antigüidade e a Idade Média, ainda que eles não se apliquem, nesses contextos, à representação artística. É no   renascimento   que a pesquisa científica da visão dá lugar a uma ciência da representação, alterando de modo radical o desenho, a pintura e a arquitetura. As conquistas da geometria e da ótica ensinam a projetar objetos em profundidade pela convergência de linhas aparentemente paralelas em um único ponto de fuga. A perspectiva, matematicamente fundamentada, desenvolve-se na Itália dos sécu...