Pular para o conteúdo principal

Pensar História na América Latina: Migrações.

Hoje começaremos uma série especial sobre história das migrações. Retomaremos uma atividade muito interessante realizada durante a Semana Acadêmica de História da Unila anunciada aqui no blog. Entre os dias 24 e 26 de agosto, nas escolas estaduais Presidente Castelo Branco e Barão do Rio Branco, uma equipe de professores e estudantes da Unila desenvolveu uma dinâmica com estudantes de ensino médio e magistério. A oficina “Pensar História na América Latina” trabalhou a temática da história das migrações através da história familiar dos estudantes. Utilizamos mapas que mostravam diferentes processos migratórios para a América Latina e o Brasil em distintos momentos históricos (como o mapa abaixo, extraído de ADAS, Melhem. Panorama geográfico brasileiro. São Paulo: Moderna, 2004, p. 285). 



Em um primeiro momento, com a classe disposta em um círculo, questionamos os alunos se eles mesmos se imaginavam migrantes, isto é, se pensavam em sair de Foz do Iguaçu em algum momento de suas vidas.


Atividade de abertura na Escola Presidente Castelo Branco

Em seguida, os estudantes, divididos em grupos, compartilharam histórias familiares de migração, apontando os elementos que indicavam a origem e as tradições culturais de suas famílias. Comentaram elementos como fotos, objetos, receitas culinárias, expressões de linguagem, entre outros. A atividade estimulou uma reflexão sobre a construção da memória das migrações na região da Tríplice Fronteira e sobre a escrita da história a partir de diversas fontes, materiais ou imateriais.

Discussões em grupo na Escola Barão do Rio Branco

A equipe da Unila com a equipe da Escola Barão do Rio Branco


Aproveitando essa experiência nas escolas de Foz do Iguaçu, faremos uma série de postagens trazendo vídeos e artigos relacionados à temática das migrações.

Profa. Mirian Santos Ribeiro de Oliveira.
Prof. Pedro Afonso Cristovão dos Santos.

Postagens mais visitadas deste blog

Após as bombas, haverá um 13? Desabafos de uma venezuelana migrante

            Hoje não tem clareza na minha sala. Deixei fora a luz de um dia ensolarado para me recolher nos cinzas de um dia de ressaca existencial. O corpo doe, o peito interrompe o ar e um zumbido de múltiplas vozes me atordoa. Y talvez nessa densa névoa, carregada de ruido e de emoções sem nome, as palavras que não enxergo aconteçam e me permitam esboçar o andaime que organize o turbilhão de sentimentos, reflexões, pulsões e memórias que me atinge após as notícias que recebi do meu país assim que acordei ontem, bem cedo pela manhã. Eram às 06h quando meu telefone ligou e começaram a chegar centenas de mensagens. No grupo da minha família paterna, as primeiras mensagens foram às 02 horas e pouco da madrugada. Nelas, transparecia a surpresa. Falavam de sons de foguetes, de trovões, de impactos de bomba, de queda de luz. Ninguém entendia nada, e eu menos. Alguns falavam em golpe de Estado, outros em atentado e, aos poucos, começaram a falar em bombard...

A perspectiva na pintura renascentista.

Outra característica da pintura renascentista é o aprimoramento da perspectiva. Vejamos como a Enciclopédia Itaú Cultural Artes Visuais se refere ao tema: “Técnica de representação do espaço tridimensional numa superfície plana, de modo que a imagem obtida se aproxime daquela que se apresenta à visão. Na história da arte, o termo é empregado de modo geral para designar os mais variados tipos de representação da profundidade espacial. Os desenvolvimentos da ótica acompanham a Antigüidade e a Idade Média, ainda que eles não se apliquem, nesses contextos, à representação artística. É no   renascimento   que a pesquisa científica da visão dá lugar a uma ciência da representação, alterando de modo radical o desenho, a pintura e a arquitetura. As conquistas da geometria e da ótica ensinam a projetar objetos em profundidade pela convergência de linhas aparentemente paralelas em um único ponto de fuga. A perspectiva, matematicamente fundamentada, desenvolve-se na Itália dos sécu...