segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Migrações irregulares.

Na terminologia das ciências sociais, os termos “ilegal” ou “clandestino” são considerados inapropriados. Todos os seres humanos têm o direito de migrar, de ir e vir, e, portanto, não deveriam ser classificados como ilegais ou clandestinos. Sua situação pode ser irregular do ponto de vista de um determinado sistema jurídico nacional, mas ninguém é ilegal.
Além da dimensão político-jurídica, as migrações possuem uma dimensão afetiva. Muitas vezes, as artes conseguem captar esta dimensão e revelar aspectos dos deslocamentos humanos igualmente importantes, como as dificuldades do deslocamento até a fronteira e sua posterior travessia fora dos trâmites legais, e a vivência da discriminação nos países de destino.
Neste sentido, dentro de nossa série especial sobre migrações, apresentaremos indicações de filmes e músicas relacionados a esta temática. Na América Latina, a travessia da fronteira entre México e Estados Unidos, além de ser bastante estudada academicamente, é tema de muitas produções artísticas. Na música, há muitas canções de protesto, como as das bandas de rock Brujería e Molotov, cuja “Frijolero” faz parte da trilha sonora do filme “Um dia sem mexicanos” (Estados Unidos, México e Espanha, 2004).

"Um dia sem mexicanos".

Além do preconceito explicito, a invisibilização das populações migrantes é outra faceta do problema. Aqui apresentamos sugestões de um documentário e de um filme de ficção que abordam as questões da irregularidade e da invisibilidade dos migrantes. O documentário é “Los invisibles” (México, 2010), produzido por Gael García Bernal, em colaboração com a Anistia Internacional. O filme se chama “Coisas Belas e Sujas” (Reino Unido, 2002).

"Los invisibles".

"Coisas belas e sujas".

Para terminar, sugerimos mais duas músicas: "Clandestino", de Manu Chao, e "Mojado", de Ricardo Arjona.

"Clandestino", de Manu Chao.

"Mojado", de Ricardo Arjona.

Agradecemos às contribuições dos estudantes da UNILA Bruno Lujan (História), Linda Gonzales (Antropologia) e Lorena Castellanos (Economia).

Profa. Mirian Santos Ribeiro de Oliveira.
Prof. Pedro Afonso Cristovão dos Santos.

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