Pular para o conteúdo principal

Migrantes em Foz do Iguaçu.

No último post da nossa série especial sobre migrações trazemos os resultados da Jornada Fotográfica “Migrações em Foz do Iguaçu”, atividade relacionada à disciplina de Estudos Culturais, do curso de Antropologia da UNILA, realizada no dia 11 de novembro de 2015. O objetivo da Jornada foi retratar a presença de migrantes (nacionais ou internacionais) na região central da cidade de Foz do Iguaçu. As fotos feitas pelos estudantes Bruno Lujan, Gianluca Puls, Lorena Castellanos e Lucila Hornos, e pelos professores Júlio Moreira e Mirian Oliveira mostraram a presença de imigrantes no comércio e aspectos da circulação transfronteiriça em Foz do Iguaçu.
Selecionamos alguns exemplos dos registros feitos durante a caminhada, começando pelo comércio. A presença de imigrantes originários do Oriente Médio, e do Sul e Leste da Ásia pode ser vista em vários estabelecimentos no centro:

Foto: Lucila Hornos e Gianluca Puls.

Foto: Mirian Oliveira.

Arguiles à venda no Mercado Elite.
Foto: Júlio Moreira.

Foto: Lorena Castellanos.

Foto: Júlio Moreira.

Foto: Mirian Oliveira.

Foto: Mirian Oliveira.

Foto: Mirian Oliveira.
Também observamos elementos do cotidiano na Tríplice Fronteira, marcado pela intensa circulação de pessoas e bens.

Foto: Mirian Oliveira.

Foto: Mirian Oliveira.

Foto: Mirian Oliveira.

Foto: Mirian Oliveira.

Nossa série procurou expor diferentes facetas dos movimentos migratórios. Neste último post, mostramos migrantes estabelecidos em Foz do Iguaçu e habitantes da região da Tríplice Fronteira convivendo cotidianamente com deslocamentos internacionais. A vivência na fronteira, marcada por intensa mobilidade, relativiza nossas ideias do que seria um migrante. Em particular, nos coloca a questão de quando uma pessoa assume ou deixa a condição de migrante. Uma mesma pessoa, ao longo de sua trajetória, pode ser um migrante regular ou irregular, pode permanecer pouco tempo ou se fixar no destino escolhido. Seja qual for a definição de migrante adotada, é alguém acostumado a encontros e despedidas.

Encuentros y despedidas – Mercedes Sosa.

Profa. Mirian Santos Ribeiro de Oliveira.
Prof. Pedro Afonso Cristovão dos Santos.

Postagens mais visitadas deste blog

A "Primavera dos Povos" na Era do Capital: historiografia e imagens das revoluções de 1848

  Segundo a leitura de Eric J. Hobsbawm em A Era do Capital , a Primavera dos Povos foi uma série de eventos gerados por movimentos revolucionários (liberais; nacionalista e socialistas) que eclodiram quase que simultaneamente pela Europa no ano de 1848, possuindo em comum um estilo e sentimento marcados por uma atmosfera romântico-utópica influenciada pela Revolução Francesa (1789). No início de 1848 a ideia de que revolução social estava por acontecer era iminente entre uma parcela dos pensadores contemporâneos e pode-se dizer que a velocidade das trocas de informações impulsionou o processo revolucionário na Europa, pois nunca houvera antes uma revolução que tivesse se espalhado de modo tão rápido e amplo. Com a monarquia francesa derrubada pela insurreição e a república proclamada no dia 24 de fevereiro, a revolução europeia foi iniciada. Por volta de 2 de março, a revolução havia chegado ao sudoeste alemão; em 6 de março a Bavária, 11 de março Berlim, 13 de março Viena, ...

A perspectiva na pintura renascentista.

Outra característica da pintura renascentista é o aprimoramento da perspectiva. Vejamos como a Enciclopédia Itaú Cultural Artes Visuais se refere ao tema: “Técnica de representação do espaço tridimensional numa superfície plana, de modo que a imagem obtida se aproxime daquela que se apresenta à visão. Na história da arte, o termo é empregado de modo geral para designar os mais variados tipos de representação da profundidade espacial. Os desenvolvimentos da ótica acompanham a Antigüidade e a Idade Média, ainda que eles não se apliquem, nesses contextos, à representação artística. É no   renascimento   que a pesquisa científica da visão dá lugar a uma ciência da representação, alterando de modo radical o desenho, a pintura e a arquitetura. As conquistas da geometria e da ótica ensinam a projetar objetos em profundidade pela convergência de linhas aparentemente paralelas em um único ponto de fuga. A perspectiva, matematicamente fundamentada, desenvolve-se na Itália dos sécu...