O cinema foi, para o nazismo, um dos principais
instrumentos de propaganda, de “doutrinação” e de mobilização das “massas”. Um
dos melhores exemplos disso é o documentário O Triunfo da Vontade (1935), da cineasta alemã Leni Riefenstahl
(1902-2003). O documentário retrata o VI Congresso do Partido Nazista,
realizado em 1934 em Nuremberg, na Alemanha.
A partir do final do século XX, uma parcela dos historiadores, de diferentes origens, passou a questionar a predominância de uma perspectiva nacionalista da história. A compreensão dos Estados nacionais como unidades quase naturais (ou, ao menos, essencializadas) dos processos históricos, percepção que remonta à disciplinarização da História no século XIX, passou a ser contestada, tendo em vista os eventos históricos que marcaram a mudança para o nosso século. A mundialização, ou globalização, a formação de blocos transnacionais como a União Europeia e o Mercosul estão entre os eventos que formaram esse contexto de questionamento ao paradigma nacionalista. Em um movimento muito articulado aos estudos latino-americanistas, como apontou Barbara Weinstein (2013), os historiadores do outrora chamado “Terceiro Mundo”, em especial a partir das décadas de 1980 e 1990, puseram em dúvida sobretudo a ausência de protagonismo de suas regiões nas narrativas históricas. América Latina, África, Ási...