Pular para o conteúdo principal

Profa. Rosangela de Jesus Silva


Formação e experiência profissional:

Rosangela de Jesus Silva é Bacharel (2001) e Licenciada (2004) em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e Mestre (2005) e Doutora (2010) em História da Arte pela mesma universidade. Em 2009 desenvolveu estágio na Université Paris I (Panthéon-Sorbonne) com bolsa sanduíche da CAPES.
Foi pesquisadora colaboradora no Instituto de Artes da UNICAMP, onde desenvolveu um pós-doutorado com financiamento da FAPESP entre 2012 e 2014. Em 2013 desenvolveu estágio de pesquisa em Buenos Aires, Argentina, junto à Universidad Nacional de Tres de Febrero.
Desde 2014 é professora do curso de História da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA).

Pesquisa:

Atualmente pesquisa questões de arte, cultura e imagem, sobretudo o repertório visual presente em revistas ilustradas, contemporâneas entre si, no Brasil, na Argentina e no Paraguai na segunda metade do século XIX, durante o processo de formação dos Estados e das identidades nacionais.

Publicações recentes:

Entre Repúblicas y Monarquía: representaciones visuales de Latinoamerica en la prensa ilustrada argentina y brasileña del siglo XIX. In: Antonio E. de Pedro; Elena Rosauro. (Org.). Cómo ver Cómo: textos sobre cultura visual latinoamericana. 1. ed. Madrid: FOC, 2015.

Lápis e Pincel nas Mãos de um Artista: o Brasil de Angelo Agostini. In: LUSTOSA, Isabel. (Org.). Agostini: obra, paixão e arte do italiano que desenhou o Brasil (1843-1910). 1. ed. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2014.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

"Progresso Americano" (1872), de John Gast.

Progresso Americano (1872), de John Gast, é uma alegoria do “Destino Manifesto”. A obra representa bem o papel que parte da sociedade norte-americana acredita ter no mundo, o de levar a “democracia” e o “progresso” para outros povos, o que foi e ainda é usado para justificar interferências e invasões dos Estados Unidos em outros países. Na pintura, existe um contraste entre “luz” e “sombra”. A “luz” é representada por elementos como o telégrafo, a navegação, o trem, o comércio, a agricultura e a propriedade privada (como indica a pequena cerca em torno da plantação, no canto inferior direito). A “sombra”, por sua vez, é relacionada aos indígenas e animais selvagens. O quadro “se movimenta” da direita para a esquerda do observador, uma clara referência à “Marcha para o Oeste” que marcou os Estados Unidos no século XIX. Prof. Paulo Renato da Silva. Professores em greve!

Entre Maria e Marianne: A figura feminina como símbolo da República Brasileira.

Nos textos anteriores sobre a formação do imaginário republicano no Brasil, observamos a transformação de um homem em herói nacional e a importância dos símbolos nacionais.Analisaremos a tentativa dos republicanos em implantar a figura feminina no imaginário popular brasileiro.

"A aceitação do símbolo na França e sua rejeição no Brasil permitem, mediante a comparação por contraste, esclarecer aspectos das duas sociedades e das duas repúblicas." (CARVALHO, José Murilo de. A Formação das Almas – O Imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p.14).

A figura feminina já era utilizada na França desde a Revolução Francesa. Antes, a monarquia era representada pela figura masculina do Rei, porém com a proclamação da República essa figura tinha que ser substituída por um novo símbolo, assim começou-se a adotar a imagem da mulher.

Na Roma Antiga a figura feminina já era um símbolo de liberdade. Com o avanço da Revolução Francesa, os franceses começaram a …

Sujismundo ou como a ditadura nos olhava: o autoritarismo e a associação entre povo, sujeira e doenças

Retomamos as postagens do Blog de História da UNILA em 2018 com post do prof. Paulo Renato, a respeito de campanha de higiene da Ditadura Militar brasileira dos anos 1970, que muito nos revela acerca das visões daquele regime sobre o povo. Boa leitura!
Em tempos de intervenção militar no Rio de Janeiro e de pré-campanha eleitoral na qual candidatos e eleitores expressam o seu saudosismo pelos tempos da ditadura no Brasil, cabe lembrar que a visão autoritária dos militares sobre o povo brasileiro se manifestava inclusive sobre práticas simples do cotidiano. Conforme destacam Maria Hermínia Tavares de Almeida e Luiz Weis, nos “(...) regimes de força, os limites entre as dimensões pública e privada são mais imprecisos e movediços do que nas democracias” (ALMEIDA; WEIS, 1998, p. 327). Um exemplo dessa visão autoritária pode ser vista em Sujismundo, personagem patrocinado pela ditadura na década de 1970. Sujismundo foi para as telas da televisão e até mesmo dos cinemas para “educar” o pov…