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Postagens

Peter Burke: uma história do "cuidado".

O historiador inglês Peter Burke é outro nome importante relacionado à História Cultural. É autor de clássicos como A Fabricação do Rei: a construção da imagem pública de Luís XIV . No vídeo a seguir, do programa Café Filosófico , Burke faz uma breve história do "cuidado". É um claro exemplo dos objetos que marcam a História Cultural. Curiosidade: Burke é casado com a historiadora brasileira Maria Lúcia Pallares-Burke. Prof. Paulo Renato da Silva.

"O Grande Massacre de Gatos", de Robert Darnton.

Um dos textos mais conhecidos de Robert Darnton é O Grande Massacre de Gatos . No texto, Darnton nos conta que, no século XVIII, um grupo de trabalhadores franceses resolveu prender, julgar e condenar os gatos da vizinhança, inclusive os que pertenciam aos patrões. Nesta curiosa história, Darnton nos demonstra as articulações entre o “cultural” e o “social” que estamos comentando nas últimas postagens. A morte dos gatos dos patrões indica a crescente tensão social na França do período. Mas a importância da História Cultural surge quando fazemos as seguintes perguntas: por que os gatos? Por que não outro animal? Por que não outro tipo de ataque contra os patrões? O vídeo a seguir apresenta algumas respostas a essas perguntas. Prof. Paulo Renato da Silva.

Conferência "Historia Social y los Movimientos Sociales".

Hoje, dia 23, às 18:20, o Prof. Dr. Mauricio Archila Neira, da Universidade Nacional da Colômbia, dará a conferência "Historia Social y los Movimientos Sociales" na Sala Negra 2 da UNILA Centro. Os participantes receberão declaração com horas-atividade. Contamos com a presença de todos e nos ajudem a divulgar! Prof. Paulo Renato da Silva.

Darnton: Voltaire, Rosseau, "classe" e "cultura".

As diferenças entre a História Cultural e o marxismo são frequentemente destacadas pelos historiadores. Enquanto o marxismo explicaria os processos históricos a partir das diferenças entre as classes sociais, a História Cultural analisaria a história a partir de tensões culturais que estariam acima das diferenças sociais: para citar apenas um exemplo, preconceitos de gênero ou étnicos estão presentes tanto nas elites como nos setores populares. É importante diferenciar as dinâmicas “culturais” das “sociais”, mas, conforme apontamos na última postagem, também é necessário articular as duas esferas. No vídeo a seguir, Darnton nos dá um exemplo interessante. Voltaire e Rosseau tinham origens sociais diferentes. A origem “popular” de Rosseau explicaria o seu pensamento “democrático”, enquanto o “aristocrático” Voltaire tinha uma posição conservadora em relação aos setores populares. Contudo, apesar dessas diferenças, ambos teciam críticas semelhantes e profundas à sociedade do “An...

Darnton: escritores, leitores e poder.

No vídeo a seguir, Darnton continua com o tema do iluminismo. O historiador nos propõe uma história da leitura na qual o escritor e o leitor não sejam pensados isoladamente. Em outras palavras, ao destacar o poder que a palavra escrita tinha no século XVIII francês, Darnton nos lembra que o “cultural” também é “social” e “político”, em uma relação marcada por convergências e tensões.   Prof. Paulo Renato da Silva.  

Robert Darnton, o iluminismo e a "felicidade".

O historiador norte-americano Robert Darnton é outra referência importante da História Cultural. Especialista em História da França no século XVIII, Darnton se destaca pelos seus estudos sobre o iluminismo e a Revolução Francesa. No vídeo a seguir, Darnton faz breves considerações sobre o iluminismo, a “felicidade” e o Estado de bem estar social do século XX, indicando uma preocupação com a historicidade das “ideias”. Prof. Paulo Renato da Silva.

Roger Chartier e a história do livro e da leitura.

O historiador francês Roger Chartier é considerado um dos principais nomes da História Cultural. Sua obra nos indica como a História Cultural “olha” o passado e também a busca por novos objetos. Nesta entrevista concedida em 2001 ao programa Roda Viva da TV Cultura, Chartier nos fala sobre a história do livro e da leitura e as mudanças provocadas pela difusão dos textos digitais. Prof. Paulo Renato da Silva.