segunda-feira, 4 de abril de 2011

MALVINAS, 29 ANOS DEPOIS.

            No sábado, dia 2, os argentinos lembraram os 29 anos de sua ocupação das Ilhas Malvinas, localizadas no Atlântico Sul. A data é feriado no país e diversos atos reivindicam a soberania da Argentina sobre as ilhas, as quais seguem sob o domínio da Inglaterra.
            Trata-se de uma questão complexa, mas a reivindicação da Argentina é legítima. Para fazer uma comparação bastante simplificada, o que os brasileiros pensariam se o arquipélago de Fernando de Noronha fosse dos ingleses? E se Galápagos não pertencesse ao Equador, mas à Inglaterra? Para mencionar apenas mais um exemplo, e se a Ilha de Páscoa não fosse do Chile, mas de um país europeu?
            O que é passível de críticas é o uso político da questão por governos argentinos, cujo ápice foi a Guerra das Malvinas em 1982, na qual morreram cerca de 650 soldados do país e mais de 1000 ficaram feridos. Há décadas o assunto é utilizado para alimentar o nacionalismo, sobretudo em momentos de crise política e social.
            Em tempo, os ingleses lembram o episódio em 14 de junho, dia da rendição argentina.
            Prof. Paulo Renato da Silva.

3 comentários:

  1. Gostaria de saber quando as pessoas vão cair na real????
    Um dia desses ouvi alunos, brasileiros, da UNILA comentando que o Brasil estava sustentando e custeando os estudos dos alunos estrangeiros.
    O que os ditos cujos não perceberam é que a UNILA surgiu em um momento estratégico para o Brasil. Ja faz algum tempo que o Paraguai vem reivindicando alguns direitos, com razão, sobre Itaipu. E o Brasil, com sua tendência "pouco" imperialista (depois tento explicar minha visão sobre isso) não pretende ceder. A pergunta que não quer calar: porque cargas d'agua o campus da UNILA não foi instalado na fronteira do Brasil com Uruguai ou Argentina????? Respondendo: porque quando o cinto apertar, de verdade, para o Brasil, o Estado vai jogar na cara dos paraguaios que graças aos investimentos brasileiros em Itaipu varios paraguaios puderam ter acesso ao ensino superior. Pior que isso, haverão paraguaios apoiando a posição do Brasil. E como desgraça pouca é bobagem, outros paises vão apoiar o Brasil porque seus estudantes também estão recebendo esse "grande" apoio para os estudos. Do lado brasileiro, para não deixar nenhuma duvida, os paraguaios vão ouvir coisas como "mas o investimento foi todo do Brasil, o Paraguai não investiu um tostão" ou então "vamos, então, destruir Itaipu e deixar que os paraguaios reconstruam sozinhos para ver se eles dão conta". Alguns podem dizer que é exagero pensar o Brasil como um NEO-IMPERIALISTA/CAPITALISTA/COLONIALISTA (seja la qual for o nome disso). Mas observemos as forças de paz no Haiti e os acordos bilaterais brasileiros com paises africanos para ajudar a desenvolver (claro!!!!!) a Africa. Cá pra nós, é o típico jeitinho brasileiro. Chega como quem não quer nada, dá um sorriso amigo, entra pela porta da frente e quando menos se espera vira o dono ou, o melhor amigo do próprio, da festa. Vovó ja dizia, "de boas intenções o inferno está cheio."
    Ja deixo claro que nada tenho contra o projeto da UNILA, mesmo porque estudo aqui. Talvez eu tenha algo contra as intenções por tras dele. E antes que alguém resolva me criticar por não me identificar me chamo Ariana e sou caloura de história sendo que, meu nome esta Indignação porque essa é minha identificação como blogueira.

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  2. Cara Ariana,
    Suas colocações são importantes, pois sabemos que circulam por aí. Para pensarmos juntos deixo algumas ponderações.
    É possível que setores do Estado brasileiro tenham pretensões hegemônicas com um projeto como o da UNILA. Porém, ao longo de sua História, o Brasil já manifestou tais pretensões através da guerra, de uma diplomacia agressiva, etc. Apesar das desconfianças despertadas, a opção por uma universidade parece ser, sim, uma mudança de postura.
    E por quê? Porque a UNILA, apesar de ser um projeto do Estado brasileiro, não é e não será diretamente executada pelo Estado brasileiro. A UNILA é e será o que professores, alunos e funcionários fizerem dela. Além disso, mesmo que houvesse e venha a haver uma “lavagem cerebral”, não vamos subestimar a capacidade crítica de professores, alunos e funcionários frente a discursos impostos.
    Forte abraço e grato pela manifestação.
    Prof. Paulo.

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  3. Prof. Paulo, isso é realmente o que eu espero: capacidade critica, principalmente dos alunos. Só acho que certas inocências, por parte dos proprios alunos, são desnecessarias. Eu acredito na integração, mas estou vendo o Brasil com fortes tendencias imperialistas há algum tempo, antes da minha percepção identificar tendencias integracionistas. Mas também não encontro outra solução que não seja esperar pra ver. Ai, nesse ponto, percebo a necessidade de um olhar receoso diante de algumas coisas.

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