domingo, 15 de maio de 2011

“Classes perigosas” em Higienópolis?!

            Na semana passada veio à tona a mobilização de moradores de Higienópolis contra a construção de uma estação de metrô no bairro, um dos mais tradicionais da cidade de São Paulo. O protesto é contra a presença de pessoas “não-diferenciadas” no bairro, o que poderia ser facilitado pela estação de metrô. Sobre o medo das elites em relação aos setores populares, o historiador francês Jules Michelet destaca o seguinte: “O resultado (...) não é a indiferença, mas a antipatia e o ódio, não a simples negação da sociedade, mas seu contrário, a sociedade trabalhando ativamente para se tornar anti-social.” (Apud BRESCIANI, M. S. M. Londres e Paris no Século XIX: o espetáculo da pobreza. São Paulo: Brasiliense, 1982. p. 63-64). Detalhe: Michelet morreu em 1874.
             Prof. Paulo Renato da Silva.

2 comentários:

  1. Reflexos do nosso passado colonial que construiu uma sociedade estratificada.
    Ricos se apartam dos pobres, e estes dois dos miseráveis.

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  2. Mas eles nao andam de metro, eles tem carro. A empregada e o jardineiro que se virem para ir trabalhar. E quem nao trabalha em Higienopolis que passe por outro lugar...Eh, os velhinhos judeus acham que soh eles sao discriminados, eu mereço!!!!( e eu nao estou me referindo ao Holocausto)

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