quarta-feira, 8 de junho de 2011

A Guerra do Paraguai/da Tríplice Aliança e a historiografia.

            A Guerra do Paraguai (como denominam os brasileiros) ou da Tríplice Aliança (como chamam os paraguaios) é um dos principais e mais debatidos temas da História da América. Hoje e amanhã apresentaremos sucintamente dois autores que representam tendências da historiografia, Júlio José Chiavenato e Francisco Doratioto.
            Segundo Chiavenato:
            “Logo após a guerra, os historiadores ligados ao Império [brasileiro] trataram de justificar e encobrir o genocídio e o caráter subimperialista da luta. (…).
            Uma abordagem crítica desse conflito revela crimes de guerra cometidos por Caxias, pelo conde d'Eu; põe a nu a matança de meninos de nove a quinze anos; destaca a covardia e a corrupção de muitos generais; enfim, dá-nos o perfil inteiro do massacre de um povo e, mais do que isso, mostra o Império do Brasil a serviço da Inglaterra, esmagando um país livre para não desequilibrar o sistema de dominação que o imperialismo inglês mantinha na América do Sul.” (CHIAVENATO, Júlio José. A Guerra contra o Paraguai. São Paulo: Brasiliense, 1993. p. 8).
            Para pensar: nesse pequeno trecho, Chiavenato destaca pelo menos dois elementos que explicariam a guerra. Que elementos são esses?
            Amanhã continuaremos com Doratioto.
            Prof. Paulo Renato da Silva.

Um comentário:

  1. Acredito que um dos elementos seja a ameaça que um Paraguai desenvolvido poderia representar na região para a Inglaterra.

    **
    Esse assunto rende muito quando você debate ele com algum paraguaio na moradia. Já tive essa oportunidade nos primeiros meses. Realmente, as versões variam de país para país.

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