segunda-feira, 27 de junho de 2011

Integração Latino Americana...Integração Humana!

            O que a proposta da UNILA vem proporcionando?
            A Universidade da Integração Latino Americana pode parecer utópica para alguns. Talvez seja utopia nesse momento inicial, mas, nos próximos anos ela fornecerá recursos humanos para as mais diversas ocupações, na área das relações internacionais, na área econômica e política... recursos humanos preparados para atuarem com uma visão própria sobre América Latina. Comprometidos com o desenvolvimento dos países, com a reescrita da nossa História, com a busca de soluções para nossos problemas. E aí sim estaremos concretizando os objetivos da Universidade da Integração. Não será utopia. Nós, acadêmicos (objetos-ativos dessa proposta) temos a missão de levar adiante essa proposta.
            Isso tudo é o que objetiva a Integração Latino Americana para os próximos anos. Mas, vamos focar numa integração que já está em pleno desenvolvimento. Eu diria mesmo integração instantânea. Trata-se da integração humana. A que se observa nas moradias estudantis da UNILA, aonde o convívio diário de jovens oriundos de sete países latino-americanos (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile e Peru) vem produzindo uma integração intensa!
            Via de regra, você observa importantes trocas de conhecimento, seja sobre música, costumes, política, curiosidades. Quando se reúnem interessados em discutir sobre Guerra do Paraguai ou do Pacífico, você aprende diferentes versões dos acontecimentos, de acordo com o que cada um aprendeu em seu país de origem.
            Somos todos latino-americanos. Somos também, é claro, brasileiros, argentinos, uruguaios, paraguaios, bolivianos, chilenos e peruanos. Viver fora do seu país de origem para participar da proposta da UNILA acaba por reforçar as respectivas nacionalidades. É o que revela a estudante de Relações Internacionais Agustina Beatriz de los Mílagros Caceres: “Yo, como argentina, me siento super bien y siento a la Argentina, a mi nacionalidade, un poco más reforzada, porque yo, no se los demás argentinos, valoro más los costumbres y tradiciones ahora que tengo que mostrarles a otros como es la cultura argentina, a pesar que no todos los argentinos tenemos las mismas culturas, la mayoria comparte muchas tradiciones (el mate, el asado, el folklore, etc), son exemplos de pequenas cosas que integram nuestros costumbres”.
            A peruana Vilma Aguillar Córdoba, estudante de Ciências Econômicas também tem uma resposta sobre o sentimento de sua nacionalidade agora que reside no Brasil: “La verdade el pais de origen, la ciudad natal nunca se olvidan y se defienden con garra y corazón es un sentimento innato. Estando en otro pais, es decir, Brasil un pais que me recebió con los brazos abiertos y me hizo sentir y hace sentir como en casa, su gente tan alegre, extrovertida hace que me sinta más peruana porque eso es Brasil un pais donde tiene fronteras abiertas me atreveria decir un pais de todas las sangres”.
            Vilma lembra também da história comum a todos os países latino-americanos: “Desde mi punto de vista de mujer peruana me atreveria a decir que nos lo han impuesto a cuesta de mucha sangre derramada, por una ambición primero de expansión y luego por los metales preciosos, así lo demuestra la historia, una historia como nos la han contado los españoles y no como era la verdadeira historia, vale decir que encontramos <<las crónicas de un buen gobierno>> de Huamán Poma y Ayala, un indígena que nos cuenta y la vez hace un reclame al rey Felipe de España en la época del Virreynato peruano las atrocidades que se cometían. Me identifico con otros países ahora llamados latinos porque de alguna u otra forma hemos sido Hermanos, impuestos y sufridos”.
            Viver nas moradias estudantis é estar sempre receptivo a novos conhecimentos e costumes e respeitá-los assim como se respeita a soberania de um país. Valemo-nos de trocas recíprocas. Procuramos aprender juntos. A entender os outros. Compreender a realidade que nos cerca. É importante saber ouvir (seja em português, em espanhol... ou em guarani ou quéchua!).
            Essa Integração Humana, onde se formam amizades internacionais, resultará brevemente na Integração Latino Americana. É tempo apenas de esperar para que se formem os futuros embaixadores, economistas, políticos, geógrafos, historiadores, biólogos, engenheiros, cientistas, ...
            Samuel José Cassiano - 1°. Turma de História.

4 comentários:

  1. Tentei deixar bem claro que a integração já vem ocorrendo.
    Assim como por mais que falemos em integração, as pessoas que vieram de outros países sentem-se no dever de bem representar seus países. Sentem então suas nacionalidades reforçadas!
    E o que a peruana Vilma falou sobre nossa identificação como latino-americanos, por nossa história que vivemos. A custa de muito sangue derramado!

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  2. Não deixa de ser um crítica aos que não acreditam na unila ainda. Seu texto demonstrou que a integração já está acontecendo!
    abracos... Elaine- Universidade Federal da Fronteira Sul(UFFS)

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  3. Caro Cassiano,
    Parabéns pela iniciativa e pelo texto. Os desafios do projeto ainda são muitos, mas o seu texto nos lembra que alguns frutos já estão ao nosso alcance.
    Vale lembrar a todos que este é um espaço do curso, portanto, não somente de professores, mas também de alunos.
    Abraço.
    Prof. Paulo.

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  4. Prezado Cassiano, gostei muito de seu texto, bem fundamentado; os depoimentos muito pertinentes e a sua confiança na integração latinoamericana (projeto UNILA) produz esperança. Concordo com vc em que essa integração virá da mão do tempo e se irá dando aos poucos. Mas bom saber que já começou... Abraço.
    Gerson Ledezma

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