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“Fuerza Cristina”: a vígila, o “povo” e o peronismo.


O vídeo acima é da Agência Nacional de Notícias, portanto, favorável ao governo argentino. Mas o vídeo tem aspectos muito interessantes: demonstra quantos referenciais se manifestam - e os que são destacados pela Agência - em momentos como este, no qual a presidenta está internada: o hino nacional, Gauchito Gil, Nossa Senhora, o papa Francisco, Eva Perón, os laços sentimentais que se estabelecem entre os governantes e os setores populares, etc. São diversos os elementos que formam os sujeitos e os grupos étnicos, políticos e sociais.
O vídeo também é uma síntese do peronismo e, particularmente, de sua busca pela "unidade" nacional: nele aparecem mulheres e homens, a menina de traços indígenas tocando o hino nacional (“Na Argentina os únicos privilegiados são as crianças”, dizia Evita), a “típica” argentina branca e loira (a que veio da Província de Entre Ríos) e idosos (vale lembrar que o peronismo publicou “Los Derechos de la Ancianidad”). E os depoimentos remetem a símbolos do discurso peronista: a educação, o emprego, a soberania nacional e a assistência social (são citadas as bicicletas distribuídas por Cristina: quem não se lembra de Eva Perón fazendo o mesmo?).

Evita entrega bicicletas.


Prof. Paulo Renato da Silva.

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