Quando soube que viria fazer um ano de intercâmbio em Portugal, imaginei que teria contato com outra cultura, outra paisagem, pessoas com outras crenças, outras experiências e que isso me enriqueceria. No entanto, não fazia idéia de quão rica seria a minha estadia aqui; a realidade é maior do que se imagina e o intercâmbio se tornou um “divisor de águas”. Vim morar na cidade de Braga, para estudar na Universidade do Minho. Braga fica no norte português – região mais conservadora do país – realidade bastante diferente dos dois estados brasileiros nos quais vivi, São Paulo e Tocantins. A Uminho, no ano letivo de 2010/2011, recebeu centenas de intercambistas, vindos de outros países europeus, da América Latina e de alguns países da África e Ásia. Muitos destes estudantes vivem nas residências universitárias, como eu. Assim sendo, a circulação de línguas estrangeiras no mesmo corredor foi diária. Esse convívio causou todos os choques – cultural, religioso, lingüístico, político e até mesmo...