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Dicas de arquivos e bibliotecas virtuais para o projeto de pesquisa.

Caros calouros e demais interessados! Seguem as primeiras dicas de arquivos e bibliotecas virtuais para a elaboração do projeto de pesquisa: * Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes ( http://www.cervantesvirtual.com/ ): o site está entre os melhores arquivos e bibliotecas virtuais em espanhol. * Brasiliana USP ( http://www.brasiliana.usp.br/ ): a Universidade de São Paulo (USP) está disponibilizando o acervo de José Mindlin (1914-2010), considerado o maior bibliófilo brasileiro. Quando o projeto estiver concluído, os 40 mil volumes do acervo de Mindlin estarão disponíveis na internet. * Portal Guaraní ( http://www.portalguarani.com/ ): um dos principais sites sobre a História e a cultura do Paraguai. * Acervo Digital Veja ( http://veja.abril.com.br/acervodigital/ ): a revista semanal brasileira Veja pode ser consultada desde o primeiro número, lançado em 1968. * Nosso Tempo Digital ( http://www.nossotempodigital.com.br/estreia-segundo-semestre/ ): o semanário Nosso Tempo ci...

A História segundo E. H. Carr.

“O ponto de vista de Collingwood pode ser resumido da seguinte maneira: a filosofia da história não se ocupa nem do “passado em si” nem do “pensamento do historiador em si acerca do passado”, mas de “as duas coisas nas suas relações mútuas”. (Tal afirmação reflecte os dois significados correntes da palavra “história” – a pesquisa levada a cabo pelo historiador e a série de acontecimentos passados que ele investiga.) “O passado que um historiador estuda não é um passado morto, mas um pretérito que, de alguma maneira, ainda vive no presente”. (...). (...). Em primeiro lugar, os factos da história nunca nos chegam “puros”, visto que não existem nem podem existir sob uma forma pura: eles surgem sempre refractados através da mente do registrador. Segue-se que, quando nos empenhamos num trabalho de história, a nossa primeira preocupação deveria ser, não com os factos que ele contém, mas com o historiador que o elaborou. (...). O segundo ponto, mais conhecido, é o da necessidade, por ...

"Gêneros em Debate", 28 e 29 de março na Fundação Cultural.

Nesta semana, na quarta-feira dia 28 e na quinta 29 acontecerá o evento "Gêneros em Debate" na Fundação Cultural, em Foz do Iguaçu. O evento é uma iniciativa de professores dos cursos de História, de Antropologia e de Relações Internacionais da UNILA. A programação completa está disponível em: < http://www.unila.edu.br/noticia/g%C3%AAneros-em-debate >. Contamos com a presença de todos! Trata-se de um debate fundamental para nós historiadores. A categoria gênero se consolidou nas últimas décadas e tem oferecido novas perspectivas para se compreender como os papéis atribuídos a homens e mulheres são construídos historicamente. Vejamos o que Joan Scott nos diz a respeito: "No seu uso mais recente, o “gênero” parece ter aparecido primeiro entre as feministas americanas que queriam insistir na qualidade fundamentalmente social das distinções baseadas no sexo. A palavra indicava uma rejeição ao determinismo biológico implícito no uso de termos como “sexo” ou “diferença s...

"Carta Abierta de un Escritor a la Junta Militar": o golpe de 1976 na Argentina, 36 anos depois.

O golpe de Estado de 1976 na Argentina completa hoje 36 anos. Nesta data, a Argentina celebra o Dia da Memória em homenagem às milhares de vítimas da ditadura militar. A seguir, o início da Carta Abierta de un Escritor a la Junta Militar , escrita por Rodolfo Walsh em 24 de março de 1977, dia do primeiro aniversário do golpe. A carta é uma denúncia contundente contra os militares. Walsh é um dos trinta mil desaparecidos políticos deixados pela ditadura instaurada em 1976. Walsh desapareceu um dia depois de escrever a carta: “1. La censura de prensa, la persecución a intelectuales, el allanamiento de mi casa en el Tigre, el asesinato de amigos queridos y la pérdida de una hija que murió combatiéndolos, son algunos de los hechos que me obligan a esta forma de expresión clandestina después de haber opinado libremente como escritor y periodista durante casi treinta años. El primer aniversario de esta Junta Militar ha motivado un balance de la acción de gobierno en documentos y discursos of...

Salomé telefona para Figueiredo.

O humorista Chico Anysio morreu ontem aos 80 anos. Como outros humoristas que viveram a ditadura militar e o processo de (re)democratização do Brasil, Chico usou o humor para fazer críticas políticas e sociais criativas, não menos importantes naqueles anos de autoritarismo, crise econômica e incertezas. A seguir, Chico em 1980 como a “Salomé de Passo Fundo”. No quadro, Salomé telefona para o general João Baptista Figueiredo, o último presidente da ditadura militar (1979-1985): Prof. Paulo Renato da Silva.

Afinal, o que é História?

Caros calouros do curso de História! Após a nossa longa conversa de terça-feira à noite, pode ter ficado a seguinte pergunta: afinal, o que é História? Deixo uma boa resposta, de Marc Bloch: “Diz-se algumas vezes: “A história é a ciência do passado.” É [no meu modo de ver] falar errado. (...). Há muito tempo, com efeito, nossos grandes precursores, Michelet, Fustel de Coulanges, nos ensinaram a reconhecer: o objeto da história é, por natureza, o homem. Digamos melhor: os homens. (...). (...). “Ciência dos homens”, dissemos. É ainda vago demais. É preciso acrescentar: “dos homens, no tempo”.” (BLOCH, Marc. Apologia da História ou o Ofício do Historiador . Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. p. 52-55). Prof. Paulo Renato da Silva.

"São Sebastião guiando o Brasil contra os inimigos da pátria", de Henrique Fleuiss.

(Disponível em: < http://people.ufpr.br/~lgeraldo/saosebastiao.JPG > . Acesso em: 20 mar. 2012). A gravura, feita durante a Guerra da Tríplice Aliança, foi criada por Henrique Fleuiss e publicada em 22 de janeiro de 1865, no número 215 do periódico A Semana Ilustrada . Na alegoria vemos a imagem de uma figura religiosa, representada por São Sebastião, proteger uma índia, que representaria a Nação brasileira. É interessante notar a presença da figura da índia na alegoria. Observamos que os monarquistas associaram a figura da nação à “nativa protetora” e, assim, tentaram estimular um sentimento nacionalista na população, já que o índio foi o símbolo do nacionalismo durante a fase romântica. Segundo José Murilo de Carvalho, em sua obra A Formação das Almas: O Imaginário da República no Brasil , a utilização da figura feminina foi utilizada pelos republicanos brasileiros, inspirados nos ideais franceses, para tentar legitimar o novo regime. É curioso notar a presença da figura...