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Amazônia, uma reserva internacional? Sobre um mapa polêmico.

Há alguns anos, um falso mapa supostamente publicado em livros didáticos norte-americanos provocou muita polêmica. No mapa, a Amazônia aparece como uma reserva internacional sob a responsabilidade dos Estados Unidos e das Nações Unidas. Os conhecidos equívocos norte-americanos quanto à geografia da América Latina e, principalmente, as pretensões dos Estados Unidos sobre a região ajudaram a popularizar a montagem que ainda circula pela internet como verdadeira. A montagem teria sido feita, inclusive, no Brasil. O mapa é falso, mas certamente representa a posição de setores mais conservadores da sociedade norte-americana. O G1, portal de notícias do Grupo Globo, publicou uma reportagem especial sobre o assunto, disponível no link < http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/08/mapa-da-amazonia-dividida-e-mentira-deliberada-diz-diplomata-brasileiro.html >. Prof. Paulo Renato da Silva.

Um inusitado brinde ao povo da Bolívia...no Brasil.

Seguindo com os equívocos dos norte-americanos quanto à geografia da América Latina, vejamos outro exemplo, desta vez dado pelo presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan (1981-1989): “Em 1982, em um banquete durante uma visita do presidente americano a Brasília, Ronald Reagan se levantou e propôs um brinde ao "povo da Bolívia". Percebendo rapidamente o equívoco, Reagan tentou se corrigir, dizendo que a Bolívia seria o próximo país que iria visitar na sua viagem pela América Latina. Mais uma gafe: depois do Brasil, o presidente americano seguiria para Colômbia, Costa Rica e Honduras. A ida à Bolívia não estava prevista no roteiro. "Que bom que os brasileiros têm senso de humor", disse o ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Diego Asencio. Segundo ele, a gafe não afetou o processo de reaproximação entre os dois países, que estava em andamento na época.” (Disponível em: < http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2001/010521_reagan4.shtml >....

"CNN borra a Paraguay del mapa." E também a Bolívia, o Uruguai...

Dizem que, nos Estados Unidos, muitos pensam que a capital do Brasil é Buenos Aires ou continua sendo o Rio de Janeiro. Um exemplo recente indica que a geografia da América Latina não parece ser mesmo o forte dos norte-americanos. Leia reportagem do jornal paraguaio  ABC Color em < http://www.abc.com.py/cronicas-ciudadanas/cnn-borra-a-paraguay-del-mapa-598442.html >. Prof. Paulo Renato da Silva.

Atahualpa Yupanqui.

Outro compositor e cantor que exerceu forte influência sobre o movimento do Novo Cancioneiro foi o argentino Atahualpa Yupanqui (1908-1992), nome artístico de Héctor Roberto Chavero. O nome é uma homenagem a Atahualpa e Tupac Yupanqui, dois dos últimos governantes incas. O nome simboliza essa busca pelo “nativo” que marcou vários músicos latino-americanos do período. Vale acrescentar que o pai de Atahualpa Yupanqui era quéchua. Mercedes Sosa cita Atahualpa Yupanqui no vídeo que postamos no dia 20, no qual canta Duerme Negrito , música gravada, antes, por Atahualpa. No vídeo a seguir, Atahualpa Yupanqui canta Luna Tucumana , de sua autoria: Yo no le canto a la luna Porque alumbra nada mas Le canto porque ella sabe De mi largo caminar. (bis) Ay lunita tucumana Tamborcito calchaquí Compañera de los gauchos En la senda del tafí. (bis) Perdido en las cerrasones Quien sabe vidita por donde andaré Más cuando salga la luna Cantaré, cantaré A mi tucumán q...

Violeta Parra.

Prosseguindo com os 50 anos do Novo Cancioneiro , a compositora e cantora chilena Violeta Parra (1917-1967) não esteve entre os fundadores do movimento surgido em Mendoza, mas exerceu grande influência sobre o grupo. No Chile, Violeta Parra participou de um movimento similar, conhecido como Nova Canção Chilena .   A seguir, Violeta Parra canta Volver a los Diecisiete , de sua autoria: Prof. Paulo Renato da Silva.

50 Anos do "Novo Cancioneiro".

Em 1963, portanto, há 50 anos, surgiu na cidade de Mendoza, Argentina, o movimento Novo Cancioneiro , que ainda repercute amplamente na música latino-americana. Trata-se de um movimento heterogêneo desde seu surgimento, mas, em termos gerais, pretendia valorizar a música interiorana, a qual seria representativa do nacional-popular argentino. Ainda que o tango tivesse uma origem popular, o movimento considerava que o “gênero” passou a ser marcado por interesses comerciais. Caberia reaproximar o tango da música interiorana, rural, comumente chamada de folclórica na Argentina. O movimento é fruto do expressivo êxodo rural que marcou o país, sobretudo a partir da década de 1930. Com a migração, essas músicas ganharam visibilidade nos centros urbanos e passaram a expressar os sentimentos e as dificuldades enfrentadas pelos migrantes nas cidades argentinas, o que deu ao movimento um cunho político-social importante. O manifesto fundador do movimento pode ser acessado no site da cantora arg...

"La Vigencia de Simón Bolívar."

A seguir reproduzimos artigo do mexicano Enrique Krauze sobre Bolívar, divulgado pelo professor Horacio Gutierrez (USP) na lista de e-mails da ANPHLAC (Associação Nacional de Pesquisadores e Professores de História das Américas). No artigo, publicado em 14 de julho no jornal chileno  La Tercera ,   Krauze faz um breve resumo das principais interpretações sobre Bolívar: "La aparición de una nueva biografía de Simón Bolívar escrita en inglés por la autora peruana Marie Arana (Bolívar: American Liberator) me llevó a realizar una tarea largamente pospuesta: leer diversas biografías del libertador y sumergirme en los dos gruesos volúmenes que atesoro y que reúnen sus casi tres mil cartas. Al cabo de unos meses, me he formado una idea del personaje, con sus naturales claroscuros. Como ha explicado el eminente historiador venezolano Elías Pino Iturrieta, cada época y cada corriente política ha inventado a su propio Simón Bolívar. Los dictadores venezolanos lo reivindicaron com...