Pular para o conteúdo principal

Os muitos nomes da América.

Fonte: <http://www.torresgarcia.org.uy/categoria_130_1.html> (Museu Torres García - Uruguai)

           Os nomes e conceitos em História apresentam conotações políticas que devem ser consideradas. O nome mais conhecido para se referir ao continente é América Latina, mas não é o único.
           O nome América Latina se difundiu no século XIX, principalmente depois da invasão francesa do México. Assim, era uma forma de legitimar as pretensões dos franceses sobre o continente. Vale lembrar que, de um modo geral, os povos latinos são aqueles que falam línguas que se originaram do latim como o português, o espanhol, o francês e o italiano.
          Outro nome é Ibero-América, quando se pretende destacar a colonização e heranças culturais ibéricas, ou seja, de Portugal e Espanha.
           A presença e o legado dos povos originários são ressaltados por aqueles que empregam o termo Indo-América.
           Outra possibilidade é América Afro-Latina. George Reid Andrews é um dos autores que usam esse nome para dar visibilidade aos povos afrodescendentes do continente.
           E você, que nome daria para a América?
           Prof. Paulo Renato da Silva.

Postagens mais visitadas deste blog

Histórias transnacionais, História Global e História-mundo: conexões pela história

A partir do final do século XX, uma parcela dos historiadores, de diferentes origens, passou a questionar a predominância de uma perspectiva nacionalista da história. A compreensão dos Estados nacionais como unidades quase naturais (ou, ao menos, essencializadas) dos processos históricos, percepção que remonta à disciplinarização da História no século XIX, passou a ser contestada, tendo em vista os eventos históricos que marcaram a mudança para o nosso século. A mundialização, ou globalização, a formação de blocos transnacionais como a União Europeia e o Mercosul estão entre os eventos que formaram esse contexto de questionamento ao paradigma nacionalista. Em um movimento muito articulado aos estudos latino-americanistas, como apontou Barbara Weinstein (2013), os historiadores do outrora chamado “Terceiro Mundo”, em especial a partir das décadas de 1980 e 1990, puseram em dúvida sobretudo a ausência de protagonismo de suas regiões nas narrativas históricas. América Latina, África, Ási...

O núcleo integralista de Foz do Iguaçu (1935-1937)

MONTEIRO, Diego. O sigma nas cataratas: o Integralismo em Foz do Iguaçu (1935-1955). Epígrafe , São Paulo, v. 14, n. 2, p. 338–368, 2025. A Ação Integralista Brasileira (AIB) foi bastante presente no contexto paranaense. O ano de 1935 marcou um momento de fortalecimento, visto que, de  acordo com Rafael Athaides, além da capital do estado, Curitiba, mais regiões iniciaram a instalação e subsequente consolidação de seus próprios núcleos, sendo elas: o Litoral, o Sul, o Centro, o Norte e o extremo Oeste paranaenses (ATHAIDES, 2011, p. 16). O Oeste paranaense era considerado pelos integralistas da província paranaense como um lugar selvagem e isolado, porém de grande importância para que o movimento se tornasse presente desde o Oceano Atlântico até a fronteira do estado com Argentina e Paraguai (ATHAIDES, 2012, p. 129-130). A ideia de um extremo-oeste “remoto” e “vazio” não era exclusiva aos integralistas, pois, segundo Liliane da Costa Freitag (2007), o Estado brasileiro também consi...