Ontem foi anunciado que os custos previstos para se reformar o Maracanã subiram para R$ 956.800.000,00. Custos PREVISTOS somente para o Maracanã, ou seja, podem subir ainda mais. Com esse dinheiro, seria possível pagar uma bolsa de iniciação científica a 221.481 estudantes do ensino superior por um ano. Ou, pelo mesmo período, conceder o valor máximo do Bolsa Família a 329.476 famílias, FAMÍLIAS. A “sétima economia do mundo” definitivamente vestiu o salto alto e colocou óculos escuros. Ou seria uma venda?
Prof. Paulo Renato da Silva.
A partir do final do século XX, uma parcela dos historiadores, de diferentes origens, passou a questionar a predominância de uma perspectiva nacionalista da história. A compreensão dos Estados nacionais como unidades quase naturais (ou, ao menos, essencializadas) dos processos históricos, percepção que remonta à disciplinarização da História no século XIX, passou a ser contestada, tendo em vista os eventos históricos que marcaram a mudança para o nosso século. A mundialização, ou globalização, a formação de blocos transnacionais como a União Europeia e o Mercosul estão entre os eventos que formaram esse contexto de questionamento ao paradigma nacionalista. Em um movimento muito articulado aos estudos latino-americanistas, como apontou Barbara Weinstein (2013), os historiadores do outrora chamado “Terceiro Mundo”, em especial a partir das décadas de 1980 e 1990, puseram em dúvida sobretudo a ausência de protagonismo de suas regiões nas narrativas históricas. América Latina, África, Ási...