Na semana passada veio à tona a mobilização de moradores de Higienópolis contra a construção de uma estação de metrô no bairro, um dos mais tradicionais da cidade de São Paulo. O protesto é contra a presença de pessoas “não-diferenciadas” no bairro, o que poderia ser facilitado pela estação de metrô. Sobre o medo das elites em relação aos setores populares, o historiador francês Jules Michelet destaca o seguinte: “O resultado (...) não é a indiferença, mas a antipatia e o ódio, não a simples negação da sociedade, mas seu contrário, a sociedade trabalhando ativamente para se tornar anti-social.” (Apud BRESCIANI, M. S. M. Londres e Paris no Século XIX: o espetáculo da pobreza. São Paulo: Brasiliense, 1982. p. 63-64). Detalhe: Michelet morreu em 1874.
Prof. Paulo Renato da Silva.
A América Latina recebeu imigrantes de várias regiões do mundo. Entre os asiáticos que se estabeleceram no subcontinente, encontravam-se praticantes do Islã e do budismo, por exemplo. Na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, há uma quantidade significativa de muçulmanos, sejam eles imigrantes (originários do Oriente Médio, principalmente do Líbano), brasileiros, paraguaios e argentinos descendentes de imigrantes muçulmanos e, ainda, brasileiros, paraguaios e argentinos que aderiram à religião. No post de hoje, recomendamos dois documentários que abordam a vivência do Islã no Brasil, de modo geral, e em nossa região, de modo específico. O primeiro deles é “Retratos de Fé: Islã”, produzido pela TV Brasil, como parte de uma série que pretende abordar a diversidade religiosa brasileira. Aborda os princípios da religião e as experiências de muçulmanos de Foz do Iguaçu e São Paulo, as duas cidades do País com a maior concentração de seguidores da mensagem do Prof...