Pular para o conteúdo principal

Malvinas, a 30 anos do fim da guerra.

Hoje faz 30 anos que terminou a Guerra das Malvinas, vencida militarmente pela Inglaterra. A seguir, a "Canción de Malvinas" expressa o sentimento dos argentinos que reivindicam a soberania do país sobre as ilhas. Em abril, mês de início da guerra, o vídeo foi veiculado pela TV Pública da Argentina, Canal 7.


A música originalmente se chamava "Marcha de las Malvinas". Foi composta em 1940 por Carlos Obligado. A música é de José Tieri. A composição original terminava com a seguinte estrofe:
“¡Para honor de nuestro emblema
para orgullo nacional,
brille ¡oh Patria!, en tu diadema
la perdida perla austral.”
Com a retomada das ilhas pela Argentina em abril de 1982, houve uma mudança nos dois últimos versos, como se nota no vídeo:
“Brille, ¡oh patria!, en tu diadema la argentina perla austral.”
Nesta semana foi anunciado que, em 2013, os islenhos realizarão um plebiscito para decidirem pela autonomia plena ou pela permanência da atual relação com os ingleses. Cabe aguardar os debates sobre a legalidade do plebiscito e as posições da Argentina e da Inglaterra frente ao anúncio de sua realização.
Professores em greve!

Postagens mais visitadas deste blog

Histórias transnacionais, História Global e História-mundo: conexões pela história

A partir do final do século XX, uma parcela dos historiadores, de diferentes origens, passou a questionar a predominância de uma perspectiva nacionalista da história. A compreensão dos Estados nacionais como unidades quase naturais (ou, ao menos, essencializadas) dos processos históricos, percepção que remonta à disciplinarização da História no século XIX, passou a ser contestada, tendo em vista os eventos históricos que marcaram a mudança para o nosso século. A mundialização, ou globalização, a formação de blocos transnacionais como a União Europeia e o Mercosul estão entre os eventos que formaram esse contexto de questionamento ao paradigma nacionalista. Em um movimento muito articulado aos estudos latino-americanistas, como apontou Barbara Weinstein (2013), os historiadores do outrora chamado “Terceiro Mundo”, em especial a partir das décadas de 1980 e 1990, puseram em dúvida sobretudo a ausência de protagonismo de suas regiões nas narrativas históricas. América Latina, África, Ási...

O núcleo integralista de Foz do Iguaçu (1935-1937)

MONTEIRO, Diego. O sigma nas cataratas: o Integralismo em Foz do Iguaçu (1935-1955). Epígrafe , São Paulo, v. 14, n. 2, p. 338–368, 2025. A Ação Integralista Brasileira (AIB) foi bastante presente no contexto paranaense. O ano de 1935 marcou um momento de fortalecimento, visto que, de  acordo com Rafael Athaides, além da capital do estado, Curitiba, mais regiões iniciaram a instalação e subsequente consolidação de seus próprios núcleos, sendo elas: o Litoral, o Sul, o Centro, o Norte e o extremo Oeste paranaenses (ATHAIDES, 2011, p. 16). O Oeste paranaense era considerado pelos integralistas da província paranaense como um lugar selvagem e isolado, porém de grande importância para que o movimento se tornasse presente desde o Oceano Atlântico até a fronteira do estado com Argentina e Paraguai (ATHAIDES, 2012, p. 129-130). A ideia de um extremo-oeste “remoto” e “vazio” não era exclusiva aos integralistas, pois, segundo Liliane da Costa Freitag (2007), o Estado brasileiro também consi...