Pular para o conteúdo principal

Sarlo analisa a violência e os meios de comunicação.

As notícias policiais possuem um espaço cada vez maior em muitos países da América Latina. Há jornais, revistas e programas de rádio e de televisão especializados no tema. Beatriz Sarlo faz uma crítica a essa cobertura da violência pelos meios de comunicação:
“Comparada con la velocidad de la toma directa documental, la justicia es intolerablemente lenta. Los medios se colocan del lado de las víctimas en el sentido de que ellas, las víctimas, no están interesadas en la construcción de un caso judicial con todas las garantías procesales y probatorias para los presuntos delincuentes, sino que reclaman un castigo directo y sumario. Así lo expresan cuando afirman, ante las cámaras de televisión, que los delincuentes son bestias fuera de todo derecho. Este discurso de las víctimas es comprensible porque sobre el dolor de la pérdida o la humillación de la violencia padecida no se apoya una perspectiva de justicia para todos.
Es precisamente desde afuera de ese dolor, y sólo desde afuera, que sería posible garantizar la imparcialidad del juicio. Los medios audiovisuales realizan ese juicio según la costumbre de los regímenes no republicanos: de manera sumaria. Afortunadamente, no son instancias judiciales reales. La peor justicia, la más lenta y torpe es preferible a un veredicto populista, donde la agitación demagógica del crimen implica una ausencia total de garantías. Frente a una justicia que debe ser invariablemente garantista, los medios audiovisuales son práctica y teóricamente antigarantistas. Se comportan como víctimas, aunque no lo sean. Lo que en las víctimas es comprensible dada su situación de indefensión, en los medios es agitación antiinstitucional. Las víctimas le piden al Estado lo que éste debe dar, seguridad, y lo piden como pueden. Los medios tienden a colocarse en el lugar imaginario de una de las esferas del Estado, la de la justicia, y no pueden ni impartir justicia ni garantizar seguridad y, además, no cumplen con su tarea de informar razonadamente.” (SARLO, 2002: 64-65).
Referências bibliográficas:
SARLO, Beatriz. Tempo Presente: notas sobre el cambio de una cultura. Buenos Aires: Siglo XXI, 2002.
Prof. Paulo Renato da Silva.

Postagens mais visitadas deste blog

A "Primavera dos Povos" na Era do Capital: historiografia e imagens das revoluções de 1848

  Segundo a leitura de Eric J. Hobsbawm em A Era do Capital , a Primavera dos Povos foi uma série de eventos gerados por movimentos revolucionários (liberais; nacionalista e socialistas) que eclodiram quase que simultaneamente pela Europa no ano de 1848, possuindo em comum um estilo e sentimento marcados por uma atmosfera romântico-utópica influenciada pela Revolução Francesa (1789). No início de 1848 a ideia de que revolução social estava por acontecer era iminente entre uma parcela dos pensadores contemporâneos e pode-se dizer que a velocidade das trocas de informações impulsionou o processo revolucionário na Europa, pois nunca houvera antes uma revolução que tivesse se espalhado de modo tão rápido e amplo. Com a monarquia francesa derrubada pela insurreição e a república proclamada no dia 24 de fevereiro, a revolução europeia foi iniciada. Por volta de 2 de março, a revolução havia chegado ao sudoeste alemão; em 6 de março a Bavária, 11 de março Berlim, 13 de março Viena, ...

A perspectiva na pintura renascentista.

Outra característica da pintura renascentista é o aprimoramento da perspectiva. Vejamos como a Enciclopédia Itaú Cultural Artes Visuais se refere ao tema: “Técnica de representação do espaço tridimensional numa superfície plana, de modo que a imagem obtida se aproxime daquela que se apresenta à visão. Na história da arte, o termo é empregado de modo geral para designar os mais variados tipos de representação da profundidade espacial. Os desenvolvimentos da ótica acompanham a Antigüidade e a Idade Média, ainda que eles não se apliquem, nesses contextos, à representação artística. É no   renascimento   que a pesquisa científica da visão dá lugar a uma ciência da representação, alterando de modo radical o desenho, a pintura e a arquitetura. As conquistas da geometria e da ótica ensinam a projetar objetos em profundidade pela convergência de linhas aparentemente paralelas em um único ponto de fuga. A perspectiva, matematicamente fundamentada, desenvolve-se na Itália dos sécu...