O pensador argentino Ernesto
Laclau faleceu ontem na Espanha. Laclau se destacou por seus estudos sobre o populismo
latino-americano, no qual via elementos democráticos. Também analisou a crise do
socialismo na década de 1980 e como a esquerda se aproximou - ou se apropriou - da
democracia liberal. Mais recentemente, o autor se destacou por defender
governos como os de Hugo Chávez na Venezuela e dos Kirchner na Argentina. O
jornal argentino Página 12 publicou
uma síntese da vida e obra de Laclau em <http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-244076-2014-04-14.html>.
A partir do final do século XX, uma parcela dos historiadores, de diferentes origens, passou a questionar a predominância de uma perspectiva nacionalista da história. A compreensão dos Estados nacionais como unidades quase naturais (ou, ao menos, essencializadas) dos processos históricos, percepção que remonta à disciplinarização da História no século XIX, passou a ser contestada, tendo em vista os eventos históricos que marcaram a mudança para o nosso século. A mundialização, ou globalização, a formação de blocos transnacionais como a União Europeia e o Mercosul estão entre os eventos que formaram esse contexto de questionamento ao paradigma nacionalista. Em um movimento muito articulado aos estudos latino-americanistas, como apontou Barbara Weinstein (2013), os historiadores do outrora chamado “Terceiro Mundo”, em especial a partir das décadas de 1980 e 1990, puseram em dúvida sobretudo a ausência de protagonismo de suas regiões nas narrativas históricas. América Latina, África, Ási...
