Pular para o conteúdo principal

Postagens

Herói africano se torna francês

No dia 26 de maio de 2018 o malinês Mamoudou Gassama escalou em 30 segundos até o quarto andar de um prédio onde havia uma criança pendurada na varanda de um apartamento em Paris, e a resgatou. Esse ato sem dúvida mereceu elogios e recompensas e foi apreciado pelo mundo inteiro. Mamoudou se tornou um herói. O heroísmo do jovem foi recompensado pelo presidente Emmanuel Macron, tornando  Mamoudou, um imigrante sem documentos, legal. Ofereceram a ele trabalho no corpo de bombeiros de Paris. No final, para demonstrar, como sugere Benjamin Griveaux - Secretário de Estado do Primeiro Ministro e Porta-voz do Governo - como esse “ato de imensa bravura [é] fiel aos valores de solidariedades da [...] República [...]” Mamoudou foi convidado a se naturalizar francês. Pois, segundo a imigração francesa, “se tornar francês é a honra de pertencer a uma grande nação que se construiu durante séculos”. No site oficial da administração francesa, entre os requisitos solicitados para a naturalização...
Boa tarde! O Laboratório de Estudos Culturais e o Observatório das Religiões na Latinoamérica, convida a todos para a palestra "Ayurveda na História"!

Pachucas: estética y resistencia femenina en la frontera

Años ‘40, Estados Unidos: la guerra, el racismo y la xenofobia estaban a la orden del día. En medio del caos, nacía en Los Ángeles la contracultura pachuca. De origen mexicano, migraban al norte en busca de trabajo, llegan a EE UU y se asientan en barrios periféricos, cubriendo los puestos laborales que los yanquis desprecian. Después de los negros, “los hispanos” ocupaban los escalones más bajos de la estructura social norteamericana; […] o rótulo étnico “hispanos” serve como índice da ansiedade de homogeneização anglo-europeia, que costuma colocar seus “outros” sob um mesmo guarda-chuva étnico, sem levar em conta as diferenças nacionais, culturais e raciais desses povos — que, na maior parte das vezes, vivem dentro território hegemônico porque foram conquistados em sua própria terra (como é o caso dos mexicanos-americanos, ou chicanos, nos EUA). (TORRES, 2001) Alcanzan protagonismo en la prensa como bandidos, troublemakers , grasientos mexicanos. Hombres vestían sacos súper ...

Inca Garcilaso de la Vega: Entre dois mundos

Este texto analisa alguns trechos da obra Comentarios Reales de los Incas de Gómez Suárez de Figueroa (1539-1616), também popularmente conhecido como Inca Garcilaso de la Vega. Narro aqui, o ponto de vista do autor acerca da sociedade peruana, as percepções e discursos que ele, como mestiço, possuiu durante o processo colonizatório que estava em andamento na história do Peru. Alguns enfoques dados pelo autor envolvem a análise do conjunto de indivíduos que habitavam esta região, sua condição de bárbaros e a ausência de estratos sociais que auxiliassem o progresso ou evolução dos ditos povos. Acima de qualquer aspecto, se aponta o modo de considerar necessária a transição do culto de “seres inferiores”, para a substituição pelo cristianismo e a influência exercida decisivamente pelos incas sobre os outros povos, através do domínio soberano de seu Império. Em sua narrativa é resgatada uma espécie de “pré-história” do Peru, que ocorre em uma trajetória linear a partir dos costumes e c...

LEITURA DE CÓDICES INDÍGENAS E MANUSCRITOS COLONIAIS

Venha participar das reuniões do Grupo de Leitura de Códices Indígenas e Manuscritos Coloniais. Os encontros acontecem no Centro de Documentação e Memória, Sala 302 do Jardim Universitário, nas quartas-feiras às 15 horas. A atividade consiste em estudos de aproximação e decifração de formas antigas de escrita dos indígenas em regiões do atual México e Guatemala e de manuscritos da época colonial, como a escrita gótica comum em processos inquisitoriais. Os estudos também se concentram em formas híbridas de pictografias com a letra castelhana dos séculos XVI e XVII. Nesta oficina   todos estamos aprendendo com o apoio de obras de especialistas e com publicações e imagens dos documentos. Professor Alexandre Varella.

Pedagogia da Autonomia: uma reflexão a respeito da contribuição de Paulo Freire nesse momento de formação

O ano é 2018. Trato mais especificamente do último ano do curso e tudo gira em torno dos últimos preparativos para a sua conclusão. Engana-se quem pensa que o sentimento é de euforia e de plenitude. Há algumas pendências a serem resolvidas, principalmente tratando da motivação para o exercício de lecionar. A desmotivação com a profissão provocada pelas recentes medidas do governo, tanto na questão do sucateamento de investimentos, como na desvalorização dos professores, sã o fatores que pesam e nos fazem refletir sobre a escolha. Entretanto, ao mesmo tempo que as forças desmotivadoras agem, outros personagens entram em campo, fazendo-nos repensar e mostrando-nos a importância de – ainda – acreditar e lutar pela educação. Falo especificamente de Paulo Freire e de seu livro Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa . Como o nome do livro já adianta, ele faz uma abordagem a respeito da base de conhecimento necessário para a atuação do profissional da educ...

200 anos do nascimento de Karl Marx, 130 anos da Abolição da Escravatura: datas históricas, momentos de comemoração e reflexão

2018 é o ano de celebração do bicentenário de nascimento de Karl Marx (1818-1883). É também o ano que marca os cinquenta anos das manifestações de Maio de 1968, na França, da Primavera de Praga, na então Tchecoslováquia, e da violenta repressão às manifestações estudantis na Praça das Três Culturas, Tlatelolco, na Cidade do México. Completam-se cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial, cento e trinta anos do fim da escravidão no Brasil, e setenta anos da fundação do estado de Israel e da Nakba (a “catástrofe”), o êxodo de palestinos expulsos de suas casas em 1948. O estudo da história foi, em certas épocas, marcado pela importância das efemérides , datas consideradas significativas em razão de acontecimentos políticos, sociais ou artísticos dignos de formar uma cronologia nacional ou mundial. O ensino de história acentuava a importância da memorização dessa cronologia pelos estudantes, parte de uma educação cívica nacionalista que reforçava os momentos de comemoração de eventos e...